Frase do dia

Preciso dizer uma coisa muito importante: em 2005, aconteceu a mesma coisa, aliás, pior. Você pode ir aos arquivos para ver, mas o presidente era Lula, queridinho da imprensa, então ninguém saiu espalhando o que estava ocorrendo na floresta. Ninguém disse que era culpa do Lula

Embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, em entrevista a um programa na TV francesa France 24 comentar

24 de agosto de 2019, 18:45

BRASIL Brasil conclui testes de soro inédito para picadas múltiplas de abelha

Após dez anos de estudos e testes, o Brasil está se preparando para ser o único país do mundo a produzir o soro antiapílico – contra múltiplas picadas de abelhas. Os pesquisadores responsáveis pelo projeto, Marcelo Abrahão Strauch, do Instituto Vital Brazil (IVB), e Rui Seabra Ferreira Júnior, do Centro de Estudos de Venenos de Animais Peçonhentos (Cevap) da Universidade Estadual Paulista, querem submeter, ainda este ano, ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os relatórios com os resultados positivos alcançados nos ensaios clínicos da primeira fase, que envolveram testes em 20 pessoas mordidas por muitas abelhas. A fase 3 de testes será iniciada após a aprovação do ministério e da Anvisa e prevê o recrutamento de 150 a 200 pessoas que tiveram múltiplas mordidas de abelhas, atendidas em 32 hospitais pertencentes à rede nacional de pesquisa pública. Os resultados das pesquisas farmacológicas com o soro antiapílico serão apresentados por Marcelo Abrahão Strauch no Congresso Mundial de Toxinologia, que será realizado na Argentina, em setembro. Caso tudo corra bem na nova fase, a previsão é que o soro seja disponibilizado para a população entre 2021 e 2022. Após os ensaios da fase 3, os resultados serão novamente submetidos à Anvisa, para que o registro do produto possa ser efetuado.Envenenamento tóxico Ferreira Júnior esclareceu que o soro antiapílico será produzido pelo Instituto Vital Brazil, órgão do governo fluminense. De acordo com os pesquisadores, o soro deve ser aplicado em casos de envenenamento tóxico, isto é, quando a pessoa é vítima do ataque de um enxame. Para os casos de indivíduos alérgicos picados por uma única abelha, o tratamento é específico e abrange medicamentos comuns. O antídoto brasileiro é inédito. Atualmente, há 45 produtores de soros para animais peçonhentos no mundo, mas nenhum fabrica o soro para envenenamento tóxico por abelhas. “O Brasil é pioneiro”, destacou Strauch. Após ganhar o registro, a disponibilização do soro será gratuita.  Acidentes Segundo Strauch, a abelha faz parte do grupo dos animais peçonhentos, que se caracterizam por possuírem glândulas que produzem e secretam veneno. Picadas múltiplas de dezenas ou centenas de abelhas podem gerar intoxicação. Há casos de choque anafilático que podem levar o paciente à morte. “A letalidade é alta por um ataque de múltiplas abelhas por causa da quantidade de veneno que o paciente recebe e não tem o antídoto”. A estimativa é que ocorram cerca de 10 mil acidentes com picadas de abelhas por ano no Brasil. Marcelo Strauch avaliou que o número pode ser muito maior, tendo em vista as subnotificações. O pesquisador afirmou que os acidentes por enxames de abelhas resultam em 40 óbitos notificados anualmente no Brasil. O projeto contou ainda com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Agência Brasil

24 de agosto de 2019, 18:15

BRASIL Discurso de Bolsonaro sobre Amazônia passa ideia de apoio ao desmatamento, diz Maia

Foto: Estadão

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado (24), em Vitória (ES), que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou o discurso que vinha fazendo sobre a crise ambiental no país ao afirmar tolerância zero às queimadas na Amazônia. Ele disse que o discurso “radical” do presidente pode ter passado a ideia de apoio ao desmatamento, mas afirmou não crer que o governo dê “qualquer incentivo a esses criminosos”. “O que o presidente da República diz é muito forte, tem peso. O que eu digo talvez não tenha a mesma força. Então, por isso, temos que compreender que muitas vezes o que falamos tem um impacto muito maior do que a gente imagina”, afirmou Maia. “Uma verbalização malfeita pode gerar grandes crises. Quando vocaliza polemizando no tema, qual impressão que dá? Que há algum tipo de apoio. Acho que o presidente certamente percebeu isso e ontem fez um discurso reafirmando a tolerância zero. E tem que ser mesmo.” A declaração foi feita durante o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que acontece no Palácio Anchieta, sede do Governo do Espírito Santo, onde se reuniram governadores das duas regiões para discutir sobre investimentos nos estados brasileiros. Maia reconheceu que a forma radical como o presidente tem se comunicado pode ter agravado a relação com governos internacionais. “O presidente compreendeu que está passando uma sinalização de algo que talvez ele não esteja fazendo, que é estimular as queimadas”, afirmou o presidente da Câmara. “Todo discurso mais radical a alguma instituição do estado democrático de direito, quando se polemiza da forma que o presidente fez nos últimos dias, em relação às queimadas, acaba gerando uma insegurança”, completou, referindo-se a acusações do presidente da República contra ONGs e movimentos ambientais.

Folhapress

24 de agosto de 2019, 17:34

SALVADOR Falso profissional é penalizado por exercício ilegal da Medicina Veterinária

Um falso médico-veterinário é penalizado por exercício ilegal da profissão no bairro de Itapuã, em Salvador. A penalização é resultado de uma representação formulada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV-BA) ao Ministério Público Estadual. Em 2018, sete pessoas foram denunciadas pela mesma prática na Bahia. A autarquia recebeu informações sobre a atuação de um homem em um estabelecimento médico-veterinário. O denunciado afirmava ser estudante de Medicina Veterinária e utilizava o registro de um profissional com inscrição válida no Conselho. “Além de exercer ilegalmente a profissão, o estabelecimento onde ele atuava não estava registrado no CRMV-BA e não tinha um médico-veterinário como responsável técnico”, explica Altair Santana de Oliveira, presidente do Regional. As provas foram encaminhadas ao Ministério Público, que denunciou o falso profissional com base na Lei de Contravenções Penais. A ação penal tramita na 4ª Vara do Juizado Especial Criminal, em Salvador. “O denunciado aceitou, em audiência, a proposta de transição penal proposta pelo Ministério Público, sendo condenado a uma pena restritiva de direitos, consistente no pagamento de cestas básicas”, destaca Cláudia Machado, advogada do CRMV-BA. Além da penalização do acusado, a audiência também resultou no registro do estabelecimento junto ao Conselho e na contratação de um médico-veterinário para atuar como responsável técnico. “Embora não tenha competência para aplicar sanções, o Conselho de classe tem o dever de representar ao Ministério Publico e à Polícia os fatos que chegam ao seu conhecimento. É importante que a sociedade esteja em alerta atuando também como um fiscal”, destaca o presidente. O exercício ilegal da Medicina Veterinária não é considerado crime, mas a prática, além de por em risco a vida do animal, expõe a sociedade a sérios problemas de saúde, além de contaminar o meio ambiente.

24 de agosto de 2019, 17:01

BRASIL Bolsonaro: está indo pra normalidade essa questão (das queimadas)

Foto: Divulgação

Queimadas na região amazônica

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 24, que a média das queimadas na região amazônica está menor que em anos anteriores. “Está indo pra normalidade essa questão”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada para um almoço com o vice-presidente Hamilton Mourão no Palácio do Jaburu. “A floresta não está pegando fogo como o pessoal está dizendo. O fogo é onde o pessoal desmata”, disse. O presidente afirmou que o trabalho já começou a ser feito contra focos de incêndio. Ele reclamou da falta de recursos orçamentários. “É difícil ter recurso, tudo contingenciado; é o Brasil que eu peguei. Estamos em busca de fazer o melhor pelo meu País”, disse. Bolsonaro chegou a dizer na conversa com jornalistas que teria conseguido R$ 40 milhões para ações de combate às queimadas neste momento. Quando informado de que na coletiva de imprensa mais cedo do Ministério da Defesa foi informado o descontingenciamento de R$ 28 milhões, o presidente afirmou que quem sabe é o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Não sei. Ontem se falou em R$ 38 milhões na reunião. Chega na hora, vai ver tem R$ 28, R$ 10, R$ 5, um real”. Quando questionado se o governo não demorou a agir, o presidente destacou o tamanho da Amazônia para falar da dificuldade das ações. “A Amazônia é uma área maior que a Europa. Se eu tivesse 10 milhões de pessoas, não conseguia fazer a prevenção.” O presidente lamentou o que tem acontecido e voltou a dizer que alguns incêndios são espontâneos e outros criminosos. Ele afirmou que a região tem 20 milhões de habitantes que dependem de incentivo do Estado. E voltou a falar que os índios são massa de manobra. Segundo ele, 14% do território é reserva indígena e há lobby do bem e do mal. “Como conseguiram demarcar tanta terra? Índio é massa de manobra”, disse.

Estadão

24 de agosto de 2019, 16:32

MUNDO Marcha contra cúpula do G7 reúne milhares de pessoas

Milhares de pessoas participaram na manhã deste sábado (24) de uma marcha organizada por diversos coletivos sociais contra a cúpula do G7, em Biarritz, no sudoeste da França. Os manifestantes cruzaram a fronteira entre Espanha e França em um ambiente pacífico e festivo. A marcha contra as políticas liberais do G7 desenvolveu-se entre as localidades fronteiriças de Hendaya, na França, e Irún, na Espanha, próximas a Biarritz, sem que se registrassem incidentes durante o percurso. Segundo os organizadores, participaram da marcha cerca de 15 mil pessoas. Fontes oficiais francesas, entretanto, estimaram em 9 mil o número de manifestantes. A manifestação caracterizou-se pelo caráter pacífico, depois da detenção, na noite passada, de 17 pessoas e de quatro policiais terem sofrido ferimentos leves em distúrbios ocorridos localidade basco-francesa de Urrugne. As autoridades espanholas e francesas chamaram a atenção, há dias, para a possibilidade de elementos violentos contrários ao sistema se infiltrarem no movimento com a intenção de provocar incidentes, embora os promotores da iniciativa tenham reiterado, desde segunda-feira (19), que todas as suas atividades seriam pacíficas.

Agência Brasil

24 de agosto de 2019, 16:11

BRASIL Governo tem que olhar com carinho crise ambiental, diz presidente do HSBC Brasil

O presidente do HSBC Brasil, Alexandre Guião, afirmou que o governo brasileiro precisa demonstrar preocupação com a causa ambiental, mas disse ainda ser difícil estimar os danos que a crise atual, ligada às queimadas na Amazônia, podem gerar aos negócios do país. Após a venda para o Bradesco, há três anos, o HSBC está se estruturando como um banco de atacado, prestando serviços para grandes empresas multinacionais. O objetivo é alcançar 630 clientes em até cinco anos, disse em entrevista à Folha. Segundo Guião, o banco atua para atrair investidores para o país e, encerrada as férias do hemisfério norte, o mercado financeiro voltará a registrar operações no mercado de capitais.  A turbulência global que derrubou os mercados não deve impedir que os negócios ocorram, mas haverá uma revisão de preços, projeta. Ainda assim, ele vê com cautela o acirramento da tensão comercial entre Estados Unidos e China: apesar dos benefícios de curto prazo gerados pelo incremento de exportações, todos saem perdendo no longo prazo. Inclusive o Brasil.

Folhapress

24 de agosto de 2019, 15:46

BRASIL Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro sobre sua ingerência em ministros

Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministro Sergio Moro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (24) ter ingerência sobre todos os ministros ao ser questionado se o ministro Sergio Moro (Justiça) tinha carta branca. “Olha, carta branca eu tenho poder de veto em qualquer coisa, se não eu não sou presidente. Todos os ministros têm essa ingerência minha e eu fui eleito para mudar. Ponto final”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada. O presidente disse não ter nenhum problema com Moro em meio a um enfraquecimento do titular da Justiça. “Não tenho problema nenhum com o Moro. Cada hora levantam uma coisa. Uma hora era Marcelo Álvaro Antonio, o Onyx também.”, disse. Como mostrou a Folha de S.Paulo, Bolsonaro mudou seu discurso de quando escolheu o ex-juiz da Lava Jato para sua equipe ministerial e disse que ele teria carta branca. Recentemente, ele já deu diversas declarações de interferência na Polícia Federal, subordinada à pasta de Moro, dizendo que poderia trocar até o diretor-geral do órgão. A recente interferência na PF é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder de Moro no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses do governo Bolsonaro. Apesar dos ataques à sua prometida autonomia, Moro permanece calado. Quando confirmou o convite, em novembro de 2018, Bolsonaro disse em entrevistas que tinha combinado com Moro que ele teria “liberdade total” para o combate à corrupção e ao crime organizado. Em uma das manifestações, o então presidente eleito citou a escolha do chefe da Polícia Federal como uma das atribuições do ministro da Justiça.

Folhapress

24 de agosto de 2019, 15:23

BRASIL Bolsonaro sobre chamar embaixador após crise com Macron: estamos analisando

Foto: Reprodução

Presidente francês, Emmanuel Macron

O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje que já conversou com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a possibilidade de chamar o embaixador do Brasil na França ao País. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo noticiou, o governo brasileiro estuda chamar o embaixador após os ataques que o presidente francês, Emmanuel Macron, fez ao presidente Bolsonaro. “Conversei com o Ernesto, estamos avaliando”, disse hoje Bolsonaro ao deixar o Alvorada pra um almoço com o vice-presidente, Hamilton Mourão, no Palácio do Jaburu. O encontro durou menos de uma hora e Bolsonaro já retornou ao Alvorada. O presidente disse ainda neste sábado que já conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com Sebastian Piñera, com o chefe da Espanha, e Equador. Questionado se iria falar com Macron, o presidente reagiu: “depois do que ele falou a meu respeito, você acha que vou falar com ele? Eu estou sendo muito educado, porque ele me chamou de mentiroso.” Bolsonaro não detalhou que tipo de ajuda os EUA podem dar ao Brasil, mas lembrou dos incêndios que ocorrem na Califórnia, causando uma catástrofe. “Com o poderio que os EUA têm, eles têm dificuldade de combater incêndio, imagina aqui”. E ressaltou que se o Brasil precisar, terá ajuda americana.

Estadão

24 de agosto de 2019, 15:01

BRASIL Combate à corrupção no país está sob ataque dos três Poderes, diz Deltan

Foto: Estadão

Procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba

O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmou que o combate à corrupção no país está sob ataque por parte dos três poderes da República. Em entrevista à Gazeta do Povo na última quinta-feira (20), ele disse que a Lava Jato e todos os mecanismos anticorrupção do Brasil estão ameaçados por ações do Congresso, do STF e do governo Bolsonaro. “A gente vê um movimento amplo [de enfraquecimento do combate à corrupção]. Não é um movimento restrito, não é uma pessoa ou duas. A gente vê um movimento que engloba o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”, disse Deltan. O procurador acredita que o vazamento de mensagens da força-tarefa faz parte desta estratégia de enfraquecimento e que cabe à sociedade civil se manifestar “para que as mudanças positivas aconteçam e não os retrocessos”. As mensagens obtidas pelo Intercept e divulgadas até este momento pelo site e por outros órgãos de imprensa, como a Folha de S.Paulo, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato e colocaram em dúvida a imparcialidade do juiz e atual ministro da Justiça no julgamento dos processos da operação. Na entrevista, Deltan nega que haja irregularidades na conduta da força-tarefa e do ex-juiz. Ele defendeu a postura e o trabalho de Moro em diversos momentos ao longo da entrevista, embora continue a negar a autenticidade das mensagens. Quando as primeiras mensagens vieram à tona, em 9 de junho, o Intercept informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. O procurador afirmou que a divulgação fora de contexto e possivelmente editada das mensagens gera desinformação e se configuram como ofensivas ao combate à corrupção. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, no aplicativo Telegram, a partir de 2015.

Folhapress

24 de agosto de 2019, 14:35

BRASIL No Twitter, ministro do Meio Ambiente volta a provocar presidente francês

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou a provocar o presidente da França, Emmanuel Macron, neste sábado, em meio à repercussão das queimadas na Amazônia. “Mais fogo em Angola e Congo do que na Amazônia…. e o Mícron não fala nada …. pq será ? será que é pq eles não concorrem com os ineficientes agricultores franceses?”, escreveu o ministro em sua conta oficial do Twitter. A publicação de Salles foi acompanhada do compartilhamento de uma reportagem da agência de notícias Bloomberg, que diz que o Brasil está em terceiro lugar no mundo em relação às queimadas de florestas, atrás de Angola e Congo.

Estadão

24 de agosto de 2019, 14:10

BRASIL Governo deve liberar R$ 28 mi para combater incêndios na Amazônia

Foto: Agência Brasil

Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou em coletiva de imprensa que o governo deve liberar até R$ 28 milhões como medida emergencial para apoio ao combate às queimadas na região amazônica. O Ministério da Defesa tem previsto na Lei Orçamentária Anual aprovada no Congresso para este ano R$ 28 milhões para emprego em Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Azevedo e Silva disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se comprometeu a descontingenciar esses valores, que estão sendo aguardados. “Lógico que são recursos emergenciais que duram pouco tempo. Eu fui responsável pela intervenção no Rio de Janeiro na Maré. Era mais ou menos R$ 1 milhão por dia. O descontingenciamento está combinado com o ministro da Economia. Mas estou numa fase que só acredito quando abrir o cofre e ver”, disse. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que “há um saldo no Fundo Amazônia de mais de R$ 1 bilhão que vem sendo utilizados inclusive no combate a incêndio”. Ele não esclareceu se haveria destinação específica para reforçar o combate no momento. Salles também colocou dúvidas sobre a possibilidade de utilização de parte R$ 2,5 bilhões criado em um acordo entre a Petrobrás, a Força Tarefa da Lava Jato e as autoridades dos Estados Unidos. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes solicitou ontem a posição do governo e da Procuradoria-Geral da República de utilização de R$ 1 bilhão na crise das queimadas, proposta encaminhada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “A destinação desse recurso do acordo foi delimitada quando da celebração com as autoridades americanas para qual local seria destinado, portanto a mudança dessa destinação exigiria a repactuação. Por isso o melhor caminho é o indicado pelo ministro da Defesa”, disse Salles, enfatizando o desbloqueio aguardado.

Estadão

24 de agosto de 2019, 13:00

BRASIL Jornal americano vê reputação ambiental do Brasil ‘desmoronando’ na era Bolsonaro

Em reportagem publicada neste sábado, o jornal The New York Times destacou que as queimadas que ocorrem este ano na Amazônia atingem uma escala não vista em quase uma década em igual intervalo. Citando especialistas e agências de dados por satélite, a publicação afirma que o número de incêndios no trecho brasileiro da floresta tropical é o maior desde 2010. “O número de incêndios na Amazônia até o momento neste ano, 40.341, é o maior desde 2010 e cerca de 35% maior que a média dos oito primeiros meses do ano”, informa o jornal. O NYT pondera que no início dos anos 2000 o número de incêndios era superior ao registrado nos primeiros sete meses deste ano, mas que a taxa de desmatamento levou o Brasil a adotar um “conjunto ambicioso de políticas para preservar a Amazônia e outras áreas ambientalmente sensíveis”. “Muitas dessas medidas foram corroídas no relógio de Bolsonaro”, ressalta o artigo. A reportagem aponta ainda que o “desastre ecológico da Amazônia” se transformou em uma crise política global. O NYT relata que a atenção internacional está voltada ao Brasil, também pelo fato do País ser líder em aliar proteção ambiental às florestas tropicais e desenvolvimento econômico. “Essa reputação suada vem desmoronando na era de Bolsonaro”, pontua a reportagem.

Estadão

24 de agosto de 2019, 12:42

MUNDO Suíça e mais três países concluem acordo de livre comércio com Mercosul

A Suíça disse neste sábado que a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês), um grupo de países fora da União Europeia, concluiu em grande parte um acordo de livre comércio com o bloco Mercosul, incluindo o Brasil. De acordo com o Ministério da Economia da Suíça, um acordo “substancial” foi alcançado em Buenos Aires na sexta-feira e, finalmente, “veremos cerca de 95% das exportações suíças para a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai isentas de tarifas”. O Ministério disse ainda que a Efta, cujos outros membros são a Islândia, Liechtenstein e Noruega, está sendo colocada em desvantagem em relação a União Europeia, que atingiu seu próprio acordo comercial com o Mercosul. A declaração suíça não mencionou os incêndios na floresta Amazônica, mas disse que o acordo inclui “disposições sobre proteção climática e uso sustentável de recursos florestais”. A assinatura do acordo está prevista para o início de 2020.

Estadão

24 de agosto de 2019, 12:27

BRASIL Bolsonaro: dói ver brasileiros não enxergando campanha contra nossa soberania

Foto: Estadão

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar das queimadas na Amazônia e afirmou em seu Twitter neste sábado que “dói na alma ver brasileiros não enxergando a campanha fabricada contra a nossa soberania na região”. Na mesma postagem, há um vídeo com trecho de uma entrevista do General Eduardo Villas Boas, concedida ao jornalista Pedro Bial em setembro de 2017. Villas Boas conta de uma operação da época em que comandava a Amazônia e foi avisado por um comandante de batalhão que o rei da Noruega estava em uma aldeia indígena. “Há um déficit de soberania”, disse o General na entrevista, ressaltando que a Amazônia tem 84% da floresta preservada, enquanto na Europa, somente 0,3%. “Nenhum país europeu tem autoridade para nos ensinar em como tratar do meio ambiente”, disse ele na entrevista.

Estadão

24 de agosto de 2019, 12:10

BRASIL Tusk diz ser “difícil de imaginar” acordo com Mercosul com incêndios na Amazônia

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, escreveu em seu Twitter neste sábado que é difícil imaginar uma “ratificação harmoniosa” do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, enquanto o governo brasileiro permite a destruição da Amazônia. “A UE está de acordo com o acordo UE-Mercosul, mas uma ratificação harmoniosa é difícil de imaginar, enquanto o governo brasileiro permite a destruição dos pulmões verdes do Planeta Terra”, escreveu Tusk. Após 20 anos de negociações, o termo de cooperação comercial entre a UE e o Mercosul foi firmado e prevê eliminar, em 15 anos mais de 90% das tarifas praticadas hoje nas transações de mercadorias entre os dois blocos.

Estadão