Frase do dia

Será que a decisão de Luiz Fux vai evitar que Bolsonaro mande um cabo e um soldado para fechar o Supremo?

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann, sobre o ministro do STF ter suspendido apuração que atinge o senador eleito Flávio Bolsonaro comentar

19 de janeiro de 2019, 13:00

BRASIL Opositores pedem a Moro que investigue operações suspeitas

Foto: Estadão

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sérgio Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sérgio Moro recebeu ontem representantes da OEA e da oposição venezuelana para discutir o rastreamento de movimentações financeiras de integrantes do chavismo no País. Moro teria se comprometido a adotar medidas “imediatas” para investigar operações suspeitas, segundo participantes da reunião, realizada um dia após encontro dos venezuelanos com o presidente Jair Bolsonaro. O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela no exílio, Miguel Ángel Martín, e o assessor da OEA Gustavo Cinosi pediram para que Moro adotasse medidas previstas na Convenção de Palermo. “Cada país tem o dever de adotar medidas para realizar investigações dentro de seu território”, disse Cinosi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão

19 de janeiro de 2019, 12:36

BRASIL Coletiva de imprensa de Bolsonaro “some” da agenda oficial de Davos

Uma coletiva de imprensa que seria dada pelo presidente Jair Bolsonaro em Davos, na Suíça, “sumiu” da programação oficial do Fórum Econômico Mundial, que começa na próxima semana. A coletiva, que havia sido incluída pelos próprios organizadores do evento em seu site oficial, não aparece mais na agenda prevista para esta terça-feira (22). Organizadores do fórum ouvidos reservadamente pela Coluna disseram que a agenda foi retirada porque não tinham certeza se a coletiva seria dada mesmo por Bolsonaro ou por outro representante do governo brasileiro. Ninguém soube dizer se houve uma solicitação expressa do governo brasileiro para a alteração. Se fosse realizada, a coletiva poderia servir para jornalistas questionarem Bolsonaro sobre trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que mostra que em um mês 48 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), conforme revelou o Jornal Nacional, da Rede Globo. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto informou que a programação do presidente para a terça-feira prevê uma “declaração à imprensa” às 16h. No roteiro, consta que Bolsonaro fará declaração à imprensa, seguido por falas dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Paulo Guedes (Economia). Esse formato não prevê a abertura de perguntas para jornalistas. O porta-voz do governo de Jair Bolsonaro, general Otávio Santana do Rêgo Barros, informou à Coluna que o presidente “poderá falar com os jornalistas em ocasiões que se apresentem ao longo da atividade”. “O presidente será o grande destaque da edição deste ano do Fórum Econômico Mundial. Ele será o primeiro chefe de Estado latino-americano e o primeiro Chefe de Estado do hemisfério sul a discursar na abertura da sessão plenária do Fórum Econômico Mundial”, disse o porta-voz.

Estadão

19 de janeiro de 2019, 12:17

BRASIL Presidente do PSL diz que Bolsonaro ‘tem sorte de ter os filhos que ele tem’

Foto: Estadão

O presidente do PSL, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE)

O presidente do PSL, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), minimizou as novas denúncias envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Segundo o parlamentar, o presidente Jair Bolsonaro “tem sorte de ter os filhos que ele tem”. “Eles têm capacidade, retidão, todos foram bem votados. O Flávio foi o senador mais votado do Rio, o Eduardo o deputado mais votado do Brasil”, disse ao Estadão/Broadcast. Questionado sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que mostra que Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos suspeitos, revelado ontem pelo Jornal Nacional, da TV Globo, Bivar limitou-se a dizer que, do que conhece do senador eleito pelo Rio de Janeiro, ele é uma “pessoa correta e idônea”. O deputado pernambucano também minimizou o eventual abalo que as movimentações reveladas pelo Coaf pode causar no governo. “O impacto é zero”, disse. “Este é um fato pontual, isolado e pequeniníssimo. Daqui a pouco, vira jornal de ontem.”

Estadão

19 de janeiro de 2019, 12:00

BRASIL Consequências do caso Flávio Bolsonaro podem ser ‘desastrosas’, diz analista

As novas evidências de depósitos suspeitos na conta do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) podem trazer consequências “desastrosas” para o governo do presidente Jair Bolsonaro, na avaliação do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Pereira. Ele afirma que o “escândalo” cria um desgaste entre o governo e sociedade, no momento em que a confiança da população é crucial para que o Planalto consiga obter vitórias no Congresso Nacional. “Era importante que a sociedade pudesse pressionar o Congresso e inflasse o preço dos parlamentares que votassem contra o governo. Mas se o governo começa a sentir desgastes dessa natureza (como o caso de Flávio Bolsonaro), ele corre o risco de muito rapidamente, se tornar refém do Congresso e ter dificuldade para aprovar projetos importantes”, explica o especialista. Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelado na noite de ontem, 18, pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta de Flávio, filho do presidente Bolsonaro. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”. O professor da FGV acredita que ainda é cedo para avaliar se a confiança da população em relação ao governo já foi, de fato, abalada. No entanto, o extrato do eleitorado que votou no ex-capitão por questões estratégicas, como o antipetismo ou a falta de opção, tende a apresentar desgastes mais rapidamente “caso o governo continue insistindo na negação ou na obstrução das investigações”. Na última quinta-feira, 17, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu suspender temporariamente a investigação sobre Fabrício Queiroz, a pedido de Flávio Bolsonaro. Queiroz foi assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e é investigado por movimentação suspeita de contas bancárias. O filho do presidente pediu, também, a anulação das provas contra seu ex-assessor alegando que “o Ministério Público do Rio se utilizou do Coaf para criar atalho e se furtar ao controle do Poder Judiciário, realizando verdadeira burla às regras constitucionais de quebra de sigilo bancário e fiscal”. Pereira, da FGV, avalia que “mais desastroso” que o escândalo da movimentação financeira suspeita “é a posição do próprio Flávio de tentar minimizar as investigações”.

Estadão

19 de janeiro de 2019, 11:45

BRASIL Diretor do Inep é remanejado para assessoria do Ministério da Educação

O economista Murilo Resende Ferreira, que tinha sido nomeado diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foi remanejado para a assessoria da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC). Assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a portaria que anula a nomeação de Resende foi publicada em edicão extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (17). A nomeação para o cargo de assessor do Ministro da Educação (MEC), assinada pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez, foi publicada no Diário Oficial de sexta-feira (18). Em nota, o MEC informou que, como assessor, Resende atuará “em grupo especial de trabalho no âmbito do Inep que, entre determinadas atribuições, ajudará no acompanhamento, análise e direcionamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”. A nota diz que a decisão foi tomada pelo ministro da Educação em conjunto com o presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues – indicado para o cargo na última segunda-feira (14). O MEC afirma que, com o remanejamento, o novo assessor especial “conseguirá desenvolver o trabalho de forma ampla e substantiva”. O Inep é uma autarquia federal vinculada ao MEC, responsável por subsidiar a formulação de políticas educacionais federais. Compete à diretoria Avaliação da Educação Básica do Inep definir e propor parâmetros, critérios e mecanismos de realização das avaliações da educação básica e coordenar o processo de elaboração do Enem, entre outras ações articuladas com os sistemas estaduais e municipais de ensino.

Agência Brasil

19 de janeiro de 2019, 11:28

BRASIL Defesa afirma que militares não têm Previdência

Como justificativa para não fornecer dados sobre as aposentadorias dos militares das Forças Armadas, o Ministério da Defesa diz que essa categoria não faz parte de nenhum dos regimes previdenciários existentes. Segundo o ministério, ao ingressar na inatividade, o militar passa a constituir uma reserva que pode ser empregada em caso de necessidade. Segundo a Defesa, a idade em que os militares ficam à disposição depende do posto ou graduação, mas pode chegar aos 66 anos. O ministério disse ainda que encaminha anualmente ao Congresso até o dia 15 de abril um “estudo completo sobre a situação de nossos pensionistas” para elaboração do Orçamento. “Esse documento é motivo de elogio por parte de todos os órgãos envolvidos com o tema inclusive o TCU.” Para a Defesa, todas as demandas do TCU são atendidas e a utilização de termos como “cálculos atuariais de previdência militar” se mostra inadequada uma vez que o militar não tem Previdência. Para o Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, é incontestável a natureza previdenciária das despesas do sistema de proteção social dos militares. A corte de contas avalia que o sistema dos militares tem os mesmos benefícios oferecidos pelo INSS e no regime de previdência dos servidores públicos da União. Ontem, ao ser perguntado sobre os militares, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, destacou que há especificidades na categoria em relação a civis. “Se (os militares) vão entrar nesse esforço (da reforma) ou não, eu não posso garantir a vocês. Eu não tenho essa informação ainda”, afirmou a jornalistas.

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2019, 11:13

BRASIL Apesar de pressão do TCU, previdência dos militares ainda é caixa-preta

Foto: Divulgação

Apesar da proposta de reforma da Previdência estar em fase final de elaboração pela equipe econômica para ser levada ao presidente Jair Bolsonaro, o custo das aposentadorias e pensões dos militares da Aeronáutica, Marinha e do Exército é ainda uma caixa-preta dentro do governo. O Ministério da Defesa não fornece todos os dados sobre a aposentadoria dos militares para a equipe econômica calcular o peso desses benefícios para as contas públicas no longo prazo. Nos bastidores, alegam que as restrições se devem a questões de segurança nacional e não informam, por exemplo, o número de militares que vão para a reserva e os que serão reformados. O militar na reserva segue à disposição das Forças Armadas enquanto o militar reformado está definitivamente afastado ou aposentado. Essa conta é importante para planejar a evolução não só das despesas, mas também da dívida pública brasileira. O Tribunal de Contas da União (TCU) quer que as Forças Armadas calculem o chamado “déficit atuarial”, que apontará a projeção de despesas com os militares inativos no longo prazo. Entre 2017 e 2018, o déficit na previdência dos militares foi o que mais cresceu na comparação com o rombo no regime dos servidores públicos da União e do INSS: passou de R$ 35,9 bilhões para R$ 40,5 bilhões. A Previdência dos militares das Forças Armadas é uma das principais polêmicas no debate sobre mudanças nas regras de aposentadoria no Brasil. Os militares resistem a entrar na reforma, mas o time econômico defende mudanças também para as Forças Armadas. Para o TCU, a discussão sobre se os benefícios militares são ou não Previdência acaba sendo usada de “escudo” contra o verdadeiro problema: a necessidade de dimensionar o rombo e adotar medidas para equacioná-lo. Em 2010, última vez que o número foi informado, o passivo da Previdência dos militares estava estimado em R$ 403,4 bilhões – valor presente que seria gasto caso todos os benefícios projetados para o futuro tivessem que ser pagos hoje.

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2019, 10:58

BRASIL Brasil já recebeu 1,1 milhão de imigrantes e 7 mil refugiados

Foto: Victor Ribeiro/Radiojornalismo EBC

Imigrantes atendidos pela Operação Acolhida recebem comida em Boa Vista

Ao entrar no Brasil, cada estrangeiro se apresenta às autoridades migratórias e informa o motivo da visita ao país. Se o motivo for turismo, o visitante recebe um visto válido por até dois meses. Se o objetivo for morar temporariamente no Brasil, é preciso preencher um cadastro pela internet para ter direito a permanecer no país por até dois anos. O visto é emitido em até cinco dias e pode ser renovado. Atualmente 1,1 milhão de pessoas estão em uma dessas situações. Para ser reconhecida como refugiada – como 7 mil residentes no Brasil –, a pessoa precisa provar que sofre algum tipo de perseguição, por motivos como opinião política, nacionalidade ou religião. “Do ponto de vista jurídico, ambas as alternativas conferem direitos e garantias aos imigrantes”, afirma o diretor do Departamento de Migrações do Ministério da Justiça, André Furquim. “O nosso desafio é fazer com que o imigrante conheça a distinção entre ambos os institutos e, encarando a situação que está vivenciando, opte por aquela alternativa que lhe melhor convier.” Devido à onda migratória na Venezuela, os postos de triagem montados pela Operação Acolhida nas cidades de Pacaraima e Boa Vista, ambas em Roraima, orientam quem cruza a fronteira. Agentes da ONU Migração prestam atendimento aos imigrantes sobre quais documentos são necessários para solicitar vistos de turista ou de residente, enquanto representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informam sobre as circunstâncias para requerer o status de refugiado. Em visita às instalações da operação, em Roraima, a secretária nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj, disse que “os pedidos de refúgio se acumulam porque precisam ser analisados minuciosamente e, muitas vezes, já não cumprem os requisitos”. Entre as exigências está a de que a pessoa só pode retornar ao país de origem com a permissão das autoridades brasileiras. Sem a autorização, ela perde o direito ao refúgio. “O pedido de refúgio é mais complexo, porque é preciso comprovar a existência desse temor e relatar pessoalmente para um servidor do Ministério da Justiça, que vai procurar saber se existe mesmo a realidade que o solicitante conta no país de origem dele”, explica o coordenador-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Bernardo Lafeté. O Conare é vinculado ao Ministério da Justiça.

Agência Brasil

19 de janeiro de 2019, 10:43

BAHIA Alex da Piatã defende regulamentação de 30 horas semanais de jornada para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem

Em recente projeto protocolado na Assembleia Legislativa da Bahia, o presidente da Comissão da Saúde e deputado estadual Alex da Piatã (PSD) pretende regulamentar a criação da jornada de trabalho estadual de 30 horas semanais aos enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem no Estado da Bahia. De acordo com o político, a jornada de trabalho de 30 horas semanais é uma luta histórica da categoria da enfermagem, e proporciona benefício tanto para os trabalhadores da área quanto para aqueles que necessitam de seus serviços, trazendo melhoria dos serviços prestados à população. “A implantação das 30 horas semanais em diversas localidades, verificou que houve uma drástica redução tanto de faltas, quanto de atestados médicos – reflexo da melhora da qualidade de vida do trabalhador. A enfermagem é responsável por 60% das ações de saúde em uma instituição hospitalar”, destacou. No Estado da Bahia, a equipe de enfermagem é composta de 75% de técnicos e auxiliares e 25% de enfermeiros, com elevada concentração (73%) na capital. A conclusão é da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e apoio do Conselho Regional da Bahia (Coren/BA). Apesar de 67% dos entrevistados terem apontado como extremamente desgastante o desempenho de sua rotina de trabalho, ela foi considerada satisfatória por 73,8% dos pacientes e familiares atendidos. O estudo ouviu 1.853 profissionais no estado e abrange um universo de 58.136 Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. “Os riscos que corre um profissional da enfermagem são inúmeros e envolvem grande complexidade do processo de trabalho em decorrência da assistência direta e indireta aos pacientes. O trabalho exige o manuseio de materiais perfurocortantes e coloca o profissional de saúde em exposição a fluídos biológicos, riscos químicos, físicos, fisiológicos, psíquicos, de radiação e de contaminação”, justificou o político. Além dos enfermeiros e funcionários da área vinculados ao Estado, a medida também seria ampliada para Organizações Sociais contratadas pelo poder público. O texto está em tramitação nas comissões da AL-BA.

19 de janeiro de 2019, 10:26

BRASIL Morre no Rio aos 53 anos o compositor MarceloYuka

Foto: Divulgação/TV Brasil

O compositor Marcelo Yuka, em entrevista à TV Brasil

O compositor Marcelo Yuka, fundador da banda O Rappa, morreu no fim da noite desta sexta-feira (18), segundo a assessoria de imprensa do Hospital Quinta D’or. Ele estava internado em estado grave no hospital da zona norte do Rio de Janeiro desde o início de janeiro e sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico na noite de ontem. Nascido no Rio, Yuka tinha 53 anos e era cadeirante desde 2000, quando levou nove tiros e ficou paraplégico ao tentar impedir um assalto. A partir do episódio, ele aumentou sua participação em iniciativas de inclusão social por meio da música. Marcelo Yuka integrou o grupo O Rappa de 1993 a 2001, atuando como baterista e compositor. Ele escreveu letras sobre temas como violência urbana, racismo e desigualdades sociais, com destaque para sucessos como Minha Alma, Me Deixa e Todo Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro. Em 2004 ele fundou a banda F.UR.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organizados). Em 2012, o músico concorreu como candidato a vice-prefeito na chapa do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) à prefeitura do Rio. Yuka já vinha sofrendo de problemas de saúde desde agosto do ano passado, quando sofreu outro acidente vascular cerebral. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e enterro.

Agência Brasil

19 de janeiro de 2019, 10:11

BRASIL Decreto que altera regras para a posse de armas no Brasil é inconstitucional, afirma PFDC

Foto: Estadão

O decreto nº 9.685, de 15 de janeiro de 2019, amplia as hipóteses de registro, posse e comercialização de armas de fogo

O decreto nº 9.685, de 15 de janeiro de 2019, amplia de modo ilegal e inconstitucional as hipóteses de registro, posse e comercialização de armas de fogo, além de comprometer a política de segurança pública – direito fundamental de todas as pessoas, especialmente no tocante ao direito à vida. A partir deste entendimento, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, encaminhou nesta sexta-feira (18) à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, representação pela propositura de arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) contra o referido decreto. Na exposição de motivos, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, e o PFDC adjunto Marlon Alberto Weichert ressaltam que o decreto usurpa a função legislativa pelo Poder Executivo, cabendo à União a prerrogativa de legislar privativamente sobre o tema. Além disso, questionam que o novo regulamento enfraquece as atribuições da Polícia Federal quanto ao exame dos fundamentos de necessidade de porte de arma na declaração, por parte do requerente, desfazendo, assim, o regime de permissividade restrita. A representação chama a atenção, ainda, para o fato de que pelas novas regras fica presumido que todos os residentes – tanto de áreas ruais quanto urbanas – podem solicitar o porte de armas de fogo alegando “efetiva necessidade”. A quantidade de armas de fogo permitida por pessoa foi outro aspecto de destaque na argumentação da PFDC. Embora o limite estabelecido seja de quatro armas por cidadão, uma “efetiva necessidade” poderia autorizar a aquisição de um número ainda maior de uso permitido. A ilegalidade se baseia, nesse caso, na expansão do que está previsto no artigo 4º da Lei nº 10.826/2003, que sinaliza que cada aquisição de arma de fogo de uso permitido deverá ser devidamente justificada. Ou seja, o dispositivo não proíbe a aquisição de mais armas, mas exige, evidentemente, explicação concreta para cada caso. Quanto ao armazenamento, a respeito da inexistência de “cofre ou local seguro com tranca” para guardar as armas em locais habitados por crianças, adolescentes e pessoas com transtornos mentais – há também uma invasão indevida dos limites da lei, especialmente a penal, já que o decreto prevê hipótese de crime. Os procuradores ainda observam que o simples fato de possuir tais recursos não significa que eles foram devidamente utilizados, ou seja, que foram observadas as cautelas necessárias para impedir o empoderamento indevido da arma de fogo por pessoas inaptas ao seu uso. Por outro lado, o requerente pode adotar cautelas diversas, eventualmente de maior eficiência. “A iniciativa de ampliar a posse de armas de fogo reforça práticas que jamais produziram bons resultados no Brasil ou em outros países. Sua adoção sem discussão pública, ademais, atropela o processo em andamento de implantação do Sistema Único de Segurança Pública – SUSP, fruto de longa discussão democrática e caminho para uma redefinição construtiva do modo de produzir segurança pública no País”, ressaltam os procuradores.

19 de janeiro de 2019, 09:56

BRASIL Índios protestam contra ida da Funai para o Ministério da Agricultura

Um grupo de índios da etnia guarani fez um protesto nesta sexta-feira, 18, em Ubatuba, litoral norte do Estado de São Paulo, contra a transferência da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura. Líderes dos indígenas protocolaram uma ação no Ministério Público Federal (MPF), em Caraguatatuba, pedindo que sejam tomadas medidas para reverter a decisão do governo federal. O protesto reuniu representantes de 21 aldeias de São Paulo e do Rio de Janeiro. O grupo se reuniu na Aldeia Boa Vista, no bairro Prumirim. Os manifestantes caminharam pelas ruas da cidade e finalizaram o protesto numa praça de eventos, próxima da orla. De acordo com o cacique Danilo Benites, coordenador da manifestação, os líderes reivindicam também que as terras já demarcadas como territórios indígenas não sejam alteradas. O grupo levou faixas e cartazes durante a manifestação. A Polícia Militar acompanhou o protesto, que foi pacífico, mas não contabilizou o número de manifestantes. O MPF de Caraguatatuba informou que a representação protocolada pelos indígenas ainda será analisada. A Funai foi procurada pela reportagem, mas não havia dado retorno até o início da noite.

Estadão

19 de janeiro de 2019, 09:41

BRASIL Fernando Haddad questiona patrimônio imobiliário da família de Bolsonaro

Foto: Estadão

Fernando Haddad (PT)

Candidato à Presidência derrotado nas últimas eleições, o petista Fernando Haddad usou sua conta no Twitter, neste sábado, para questionar o patrimônio imobiliário da família do atual presidente, Jair Bolsonaro. “Afinal, como um deputado amealhou um patrimônio imobiliário de R$ 15 milhões, sem aprovar um único projeto relevante? Qual a real função da sua assessoria?”, disse Haddad na postagem junto ao link de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A matéria utilizada como base para o comentário do petista foi publicada em janeiro do ano passado e mostra que Bolsonaro, até então deputado federal pelo PSL-RJ, e seus três filhos que exerciam mandatos são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. “A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem”, disse Haddad hoje.

Estadão Conteúdo

19 de janeiro de 2019, 09:28

MUNDO Explosão de oleoduto no México deixa pelo menos 20 mortos

Pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas com a explosão de um oleoduto da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) na cidade de Tlahueplilpan, no estado de Hidalgo, México. Em nota, a petrolífera informou que a explosão se seguiu a um incêndio provocado por um vazamento no duto Tuxpan-Tula e que as pessoas mortas e feridas tentavam recolher para si parte do combustível que vazou. A explosão ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (18). As autoridades locais acionaram o plano de emergência, pedindo à população que seguisse as instruções de segurança e evacuando as proximidades. Os feridos com queimaduras mais graves foram transportados para hospitais da Cidade do México, a cerca de 100 quilômetros de distância. Funcionários treinados da empresa estatal auxiliaram os bombeiros e as equipes de segurança no combate ao fogo e atendimento aos moradores de Tlahuelilpan afetados pelo incêndio. Pelo menos 11 ambulâncias e 15 médicos foram enviados para o local, além de equipes técnicas e veículos de outras unidades da Pemex. No Twitter, o presidente do México, López Obrador, lamentou a “grave situação”, informando que, tão logo foi informado da explosão do duto, deu instruções para que todos os esforços fossem empenhados para controlar o fogo e atender às vítimas e suas famílias. “Convoco todo o governo a prestar auxílio à população local”, escreveu Obrador pouco antes de seguir para Tlahuelilpan a fim de visitar o local do incêndio.

Agência Brasil

19 de janeiro de 2019, 09:08

SALVADOR Travessia Salvador-Mar Grande tem intenso​ movimento e​ opera hoje até às 18h15

A travessia Salvador-Mar Grande registra movimento intenso de embarque no Terminal Náutico nesta manhã de sábado (19), com passageiros se deslocando para o final de semana na Ilha de Itaparica. Neste momento, há fila para embarque, com tempo médio de espera entre 20 e 30 minutos. O movimento intenso para embarque ocorre também por conta da parada de uma hora que o sistema fez, das 7h às 8h30, devido à maré baixa, o que resultou na concentração de usuários no Terminal Náutico.​ Depois da parada, a travessia passou a fazer saídas de 15 em 15 minutos como forma de agilizar ao máximo o embarque no Terminal Náutico. Oito embarcações estão em tráfego.​ A tendência é que as saídas de 15 em 15 minutos prossigam até que o fluxo de embarque se normalize e os horários passem a ser de meia em meia hora. Também por conta da maré baixa, os horários noturnos da travessia estão​ ​ prejudicados: o sistema terá a última saída da capital às 18h15 e não às 20h. De Mar Grande, a última saída será normal, às 18h30.